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Colégio Efanor

Missão Elimu – Dia 15

Enquanto arrancamos para ir para casa, o Tino e o Wink correm atrás do autocarro. Ao olharmos para trás, vemos os frutos de 9 dias de trabalho (que desejamos que tivessem sido 90) – os sorrisos das crianças que veem parte da sua aldeia renovada.

Durante estes dias, reorganizou-se o berçário, pintando-o por dentro e por fora, criaram-se instrumentos musicais e ergueu-se (ainda sem se saber como) uma casa para as crianças brincarem. Já na sala juvenil, criaram-se 3 cantinhos – o da leitura, que decorámos com os livros doados, o da criatividade, com lápis e folhas para as crianças e o cantinho dos computadores, equipado com 3 computadores que permitirão aos jovens terem acesso a novas aprendizagens e realidades. No exterior, vemos, já ao longe, as paredes recém pintadas, o campo cimentado a secar ao sol e o baloiço, com os ferros ainda quentes, à sombra de uma árvore.

Mas nem 90 dias de trabalho chegariam para dar aos edifícios a vivacidade das pessoas. Foi o senhor Alberto quem nos ajudou e deu conselhos quando as dúvidas impediam o progresso no baloiço, foram os jovens que nos ajudaram quando a nossa força e técnica não eram suficientes e foram as crianças que, com muitas brincadeiras, muitos “tatas” e com toda a curiosidade que se espera delas e mais alguma, nos alegraram diariamente.

Assim, hoje descalçámos as luvas pela última vez, e, mesmo sabendo que esta ainda não será a despedida, já se fazem sentir as saudades de todos os risos e sorrisos.

Antes de regressarmos a casa, fomos visitar as antigas instalações da Textáfrica, uma antiga fábrica têxtil que impulsionou a economia e o desenvolvimento de Chimoio. Nesta visita, tivemos a oportunidade de conhecer o senhor Ângelo, braço direito do Dr. Frederico Magalhães, que nos deu a conhecer a história da fábrica e a sua impressionante história de vida.

De regresso a casa, começámo-nos a preparar para partirmos para a Gorongosa, onde passaremos os próximos 3 dias a conhecer a flora e fauna moçambicana.

Acabam assim, os nossos dias de trabalho em Matsinho, com um misto de satisfação, saudade e vontade de fazer com que sábado não seja a despedida…

Testemunho de José Cavadas

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