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Colégio Efanor

Missão Elimu – Dia 7

Como já é habitual – ou melhor, quase uma regra! – começámos a manhã com boa música no autocarro. Apesar do cansaço que já se fazia sentir, acumulado dos dias anteriores, isso não nos impediu de cantar, rir e viver cada momento da viagem com uma animação contagiante. Era impressionante como, mesmo depois de dias tão intensos, a energia de todos parecia renovar-se. Ainda antes de chegarmos à aldeia, já se sentia que este seria mais um dia especial, daqueles que ficam gravados na memória e no coração.

À chegada à aldeia, fomos recebidos por todas as crianças e pelos voluntários da Big Hand com a mesma alegria, o mesmo sorriso e o mesmo sentimento de gratidão que nos tem acompanhado desde o primeiro dia. É impossível não nos emocionarmos com a forma como nos acolhem, como se cada chegada fosse a primeira e a felicidade de nos ver fosse sempre renovada.

Depois desse momento tão especial, estava na hora de regressar ao trabalho físico e dar continuidade àquilo que ainda não tinha ficado concluído nos dias anteriores, nomeadamente à pintura de algumas paredes. Entre pincéis, tintas e muito empenho, nunca nos sentimos sozinhos. Estávamos constantemente rodeados por aquelas crianças extraordinárias que, com a sua alegria contagiante, os seus sorrisos sinceros e os gestos de carinho espontâneos, transformavam cada tarefa em muito mais do que simples trabalho. Sem se aperceberem, eram elas que nos davam a motivação para continuar e faziam com que cada esforço valesse ainda mais a pena.

Por fim, chegou o momento da despedida, um momento que custa sempre um pouco. É impossível não sentir um aperto no coração ao despedirmo-nos de pessoas que, em tão poucos dias, nos fizeram sentir parte da sua família e que nos recebem diariamente com um carinho tão genuíno. Mas, felizmente, a despedida de hoje não foi um “até à próxima”. Foi apenas um “até amanhã”. E saber que amanhã voltaremos a cruzar-nos com aqueles sorrisos, aqueles abraços e aquela alegria torna cada despedida muito mais leve e faz-nos perceber a sorte que temos por viver esta missão.

Testemunho de Tomás Cardoso

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