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Colégio Efanor

Missão Elimu – Dia 12

A chuva apareceu logo pela manhã, depois de vários dias marcados pelo sol e pelo calor. O cansaço acumulado ao longo desta última semana de trabalho também se fez sentir e, por isso, a viagem de carrinha até à aldeia foi mais tranquila.

Na chegada à aldeia, cada grupo retomou as tarefas que tinha pela frente. No exterior, começámos por colocar cimento no campo de voleibol e de basquetebol, substituímos alguns pneus que se encontravam já degradados na zona de brincar e, tal como tem acontecido ao longo dos dias de trabalho, as crianças rapidamente se juntaram a nós, sempre disponíveis para ajudar, curiosas com cada tarefa e com uma vontade enorme de participar. O espírito de iniciativa e a capacidade de trabalho delas deixaram-nos, mais uma vez, boquiabertos e com ainda mais vontade de dar o nosso melhor em tudo o que fazemos.

Na sala do pré-escolar, foi dia de dar os últimos retoques a algumas das pinturas. A casa de brincar, construída no dia de ontem, ganhou novas cores e alguns pormenores que ajudaram a dar ainda mais vida ao espaço. Na sala juvenil, o trabalho passou sobretudo pela limpeza e organização. Entre livros, materiais e vários cantos da sala, terminámos também a montagem do espelho, que queremos que contribua para que as crianças tenham mais autoestima e confiança em si próprias, e concluímos a construção do sofá, que tornou o cantinho da leitura num espaço mais confortável e acolhedor.

Ao início da tarde, saímos novamente, desta vez com a curiosidade de conhecer os supermercados das proximidades. Aproveitámos para explorar e comprar alguns produtos típicos, diferentes daqueles a que estamos habituados. Foi uma forma simples e descontraída de conhecer um pouco mais daquilo que faz parte do quotidiano local.

Os últimos dias de trabalho na aldeia aproximam-se e começa a sentir-se um aperto no coração ao perceber que esta experiência está, aos poucos, a chegar ao fim. Depois de tantos dias de trabalho, de tantas pessoas que fomos conhecendo e de tantos momentos que fomos vivendo, começa também a surgir a consciência das saudades que tudo isto nos vai deixar.

Testemunho de Carolina Gomes