O Porto como Sala de Aula: Crónica de Duas Jornadas de Descoberta
Nos passados dias 23 de março e 15 de abril, os nossos alunos trocaram as secretárias pelo empedrado portuense. Através de duas visitas de estudo pedestres, a comunidade educativa mergulhou num roteiro que ligou a literatura clássica, a herança barroca e a vanguarda da arte contemporânea.
23 de março: Entre o Mito e o Ouro
A primeira jornada começou com a força das palavras no histórico Teatro Sá da Bandeira. Os alunos assistiram à peça “Aquilo que os Olhos Veem ou o Adamastor”, uma reinterpretação fascinante do mito camoniano que desafiou a perceção de todos sobre os Descobrimentos.
Após um almoço retemperador na Praça do Infante D. Henrique, o grupo seguiu para a Igreja e Museu de São Francisco. Ali, entre a exuberância da talha dourada e o rigor histórico do museu, explorámos um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, compreendendo a importância do Barroco na identidade do Porto.
15 de abril: Da Paisagem à Arte Contemporânea
A segunda saída focou-se na evolução do olhar artístico. A manhã foi dedicada ao Museu Nacional Soares dos Reis, onde uma visita guiada sob o tema “A pintura de paisagem e o Naturalismo” permitiu aos alunos analisar a transição para a modernidade e a mestria de nomes como Silva Porto ou Marques de Oliveira.
O convívio prosseguiu nos Jardins do Palácio de Cristal, oferecendo o cenário ideal para o almoço. O dia terminou com o olhar posto no presente, através de uma visita à Galeria Municipal do Porto. As diferentes exposições de arte contemporânea ali patentes provocaram o debate e a reflexão sobre as linguagens artísticas do século XXI.
Estas iniciativas pedestres não só reforçam os conteúdos programáticos, como promovem a cidadania e o reconhecimento do património local. Um agradecimento especial a todos os alunos pelo seu entusiasmo e comportamento exemplar nestas caminhadas pela cultura.



